"cogito, ergo sun"
Posted: quarta-feira, 5 de maio de 2010 by aldo_junior in Marcadores: pensamentos'“As perguntas movem o mundo”
As perguntas são os motores da evolução técnico-cientificas.
Casualmente temos alguns questionamentos os quais consideramos desprezíveis e os deixamos de lado ou considera que não há resposta(sem ao menos tentar responder) são perguntas aparentemente simples mas de uma complexidade tremenda, se todos pensassem assim não haveria existido as grandes navegações(por exemplo) estaríamos com medo dos monstros marinhos, das águas ferventes e do eterno abismo, conseqüentemente, não teríamos sido colonizados e não existiríamos.
A partir de uma pergunta poderemos até não encontrar a resposta esperada mas poderá encontrar resposta para outras perguntas ,ou pode desenvolver toda uma teoria com base numa só pergunta,o fato é que as perguntas nos fazem refletir, além da realização pessoal a satisfação, pelo menos eu me sinto melhor ao pensar, ao duvidar, me sinto vivo – cogito, ergo Sun- (...)diria que as respostas não interessam, o que importa é que as perguntas estejam corretas.
Com base numa só pergunta poderíamos chegar a diversas conclusões diferentes, e isso não significa que alguma delas esteja correta, pode ser até que todas estejam ou nenhuma delas esteja.
Mas novamente se não houvesse os questionamentos, as próprias coisas primitivas não existiriam, coisas consideradas supérfluas mas de muita importância a exemplo a lâmpada, a roda ou o papel, todos tem uma coisa em comum, a simplicidade e todos partiram de um questionamento.
Então “glorificado seja deus” pela possibilidade de duvidarmos até dele mesmo, há uma sensação de liberdade quando nos separamos de uma crença que foi passada de geração a geração até chegar aos dias de hoje, que é considerada ingênua, infantil, ou medíocre mas o mas os adeptos dessa ideia tem uma coisa em comum a falta de sensibidade, para perceber a existência de um “arquiteto sobrenatural” (um design inteligente) que rege o universo e suas leis.
Um trem que está fora dos trilhos ele não está livre, ele está perdido, prestes a ser destruído, desprovido de ordem, a caminho da não existência, então as vezes se subordinar a algumas leis nos torna livre-como diria Kant-.
Mas voltando ao foco, as nossas duvidas nos trouxeram ao patamar que nos encontramos hoje, como eu havia dito antes, diante de uma pergunta ou ocasião uma pessoa pode tirar varias conclusões diferentes e ver as coisas por um ângulo que ninguém havia visto antes, e sobre o certo, o correto, Nietzsche diria que não existe uma verdade absoluta, você tem a sua e eu tenho a minha, então somos livres para criar a nossa própria verdade.
Eu acredito que nós aproximamos da verdade absoluta(se é que exista) quando atrelamos todos os pontos de vista e extraímos os pontos fortes de cada um, montando uma teoria sobre o que seria o correto (pensamento complexo – edgar morin)
somos uma ínfima parte de um universo infinitamente grande e complexo nunca entenderemos tudo mas também nunca pararemos de buscar, a idéia de conformismo(as coisas como são) e aceitar idéias impostas pela sociedade puramente mitológicos não cola(a não ser que você chegue a essas conclusões sozinho, por meio da lógica).
busquemos então um entendimento de como funciona as coisas ao nosso redor(ao menos tentar uma compreensão)
A.J.

Se metade das pessoas do mundo pensassem assim [ou ao menos pensassem] as coisas melhorariam bastante.
:*
adorei o texto